30 março 2008

My visual DNA

This is how I am according to the images I choose out of several: my visual DNA:

Personality: Moods
Easy rider

You're a bit of a romantic and have a taste for the exotic. You love feeling the sea breeze in your hair, sun on your skin... Slip those shoes off... You like to kick back. When it comes to art you have a traditional and anthropological eye. You appreciate the history of a piece, the stories that it holds - you are a touch sentimental! As for music, you love the festival vibe - open air, and a heap of people on your level. You love the buzz you get from watching music live - there's nothing like it. Your choice of treat shows you love being a little bit naughty. Being good all the time is a bore. You've got a good sense of fun and maybe an infectious giggle.
my art my music my treat my landscape








Personality: Fun

Escape artist

You love physical activity - you've got a real spirit for adventure. Keeping a clear head and healthy body makes you ready for whatever life throws at you. For kicks you like to endulge in your great passions. you are probably happy spending time alone, and your drive and curiosity will take you all over the world. When it comes to holidays, you see them as the perfect chance to further yourself - to learn more about the world around you. You like to be immersed in a completely different world and would be really bored just sitting on a beach. What grosses you out? You like people to be well groomed, with a tight body and heaps of sex appeal. Wobbly bits and hairy areas are a complete turn off.
my like to do my exciting free time my holiday my groos







Personality: Habits

Back to basics

Even if you have a healthy approach to life, you still have your little vices that keep you going throughout the day. It is all part of the routine, you're a creature of habit. Clean and pure - your choice of drink shows that on the whole you care about your health and make sure you're putting the right stuff in. As for the home, let's face it, style is not top of your list - you're too busy with other things in life. You have a relaxed approach to life and your environment.
my vice my drink my bedroom








Personality: Love

Love bug

You're a real romantic and a bit of a dreamer. For you love is about devotion and tenderness. You try to show your feelings in simple ways every day. Your heart is right there on your sleeve. When you think of freedom - you think of living for the here and now. You're preatty fearless and take any opportunity given to you.

my love my freedom








03 março 2008

Orhan Pamuk - Prémio Nobel da Literatura 2006


A vida nova de seu nome original Yeni Hayat

Demorei um pouco mais do que o meu “normal” a ler este livro, por motivos de trabalho. Devo dizer que o achei um pouco estranho. A acção decorre de um só fôlego! Ao ler cada capítulo há um turbilhão de acções, de momentos, de frases e pensamentos que, caso de um filme se tratasse, dava vontade de pôr no pause para respirar fundo e voltar a pôr no play para continuar a seguir a história. Ás vezes, estranhamente, acontece até as acções contradizerem as acções prévias. Foi, sem dúvida, um livro bom, mas estranho.


A história é simples. Um rapaz turco começa a ser “perseguido” pela ideia de um livro. Lê-o, e toda a sua vida muda. Livro esse, referido durante toda a história como “o livro” e cujo título só se conhece nos capítulos finais. Esse livro, que o narrador da história leu, fala de uma vida nova, diferente, compreendida e procurada apenas por aqueles que já leram o livro. Assim, o narrador parte à procura dessa nova vida com a rapariga por quem se apaixonou; e, posteriormente, procura a origem desse livro. Quem o escreveu e porquê.

Aconselhado a: Aconselho o livro a todos aqueles que já floram algum gosto pela leitura pois não é, a meu ver, um livro alcançável a qualquer pessoa e a qualquer gosto. Aconselho-o, ainda, aqueles que, de alguma forma, têm curiosidade em descobrir um pouco mais sobre a cultura turca.

Subcito, ainda o texto que se encontra na contra-capa do livro da 7ª edição do mesmo pela Editorial Presença, para aqueles que tiverem curiosidade de o ler.

“«Um dia li um livro e toda a minha vida mudou.» Osman, um jovem universitário de Istambul, descreve assim o assombro da sua iniciação à idade adulta. A limpidez desta frase depressa revela, porém, o repto que é lançado ao leitor deste livro singular onde se sobrepõe, camada sobre camada, uma realidade estranha que parece raiar o absurdo. Obcecado pelo livro mágico, que lhe parece mostrar a sua própria vida num outro universo, Osman lê-o com fervor, noite após noite, e apaixona-se por uma lindíssima jovem, Janan, que é na realidade a pessoa que lhe revelara o livro. Este envolve temas como o da identidade, do amor e da morte, e encerra perigos para além da compreensão de Osman. Movido por um impulso incontrolável, o jovem abandona toda a sua vida, para procurar a misteriosa mulher e descobrir os segredos mais obscuros que o livro encerra. Assim, viaja incessantemente em velhos autocarros desconjuntados, até ao coração inóspito da Turquia rural, onde ainda se encontram as pequenas coisas nostalgicamente ligadas ao passado e à identidade do seu povo. Entre nostalgia e ironia, o ritmo trepidante do road novel e o suspense de um thriller, o autor desvenda ao leitor um vasto leque de modos de ser e viver, únicos e irrepetíveis, que por essa razão se situam no plano da universalidade. Na sua edição inicial (1994), A Vida Nova foi o livro que mais rapidamente vendeu na história da Turquia, apesar da ambivalência com que este autor iconoclasta tem vindo a ser encarado pelos seus conterrâneos.”

Autor: Ferit Orhan Pamuk nasceu em Istambul (Turquia) a 7 de Junho de 1952. Estudou Arquitectura mas desistiu para se dedicar à literatura. Ainda assim, licenciou-se em Jornalismo, embora não exerça essa profissão. Os seu dois primeiros romances foram distinguidos nacionalmente – O Sr. Cevdet e os seus Filhos (Cevdet Bey ve Oğulları) e A Casa Silenciosa (Sessiz Ev). O seu terceiro romance foi publicado internacionalmente – A Cidade Branca (Beyaz Kale). Residiu, posteriormente, três anos em New York onde escreveu Os Jardins da Memória (Kara Kitap) que foi levada ao grande ecrã por Ömer Kavur com o próprio Pamuk a escrever o guião do filme, intitulado The Secret Face (Gizli Yüz). De seguida escreveu A vida nova e posteriormente, O meu nome é vermelho (Benim Adım Kırmızı). Existem, ainda, outros romances, ensaios, memórias e comunicações do autor não publicadas em Portugal (até ao momento).

Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 2006, mas o seu brilhante percurso literário conta com várias outras distinções de grande prestígio – Prémio Médicis para Literatura Estrangeira (2006), Friedenspreis (2005), Prémio Internacional IMPAC Dublin (2003), entre outras. Muitas vezes comparado a autores como Proust, Kafka, Eco, Borges ou Marquez, Pamuk é considerado um dos melhores escritores de ficção da actualidade.

01 fevereiro 2008

O maior predador dos oceanos?

Quando colocada esta questão após assistir a uma palestra sobre tubarões brancos (Carcharodon carcharias) a resposta parece óbvia. Perfeitamente adaptado ao meio em que vive é um caçador oportunista. Isto significa que, embora tenha presas (comidinha) preferenciais, não é muito esquisito e quando tem fome come de tudo. Os tubarões (brancos ou de qualquer outra cor LOL) são peixes. Eu sei que parece estúpido referir este pequeno (GRANDE) pormenor mas a verdade é que já li artigos no jornal que referiam os tubarões brancos como mamíferos. Fiquei chocada com este facto, o mais comum é dizer que os mamíferos marinhos (os golfinhos e as baleias, neste caso) são peixes. Porque vivem na água é a explicação dada por muita gente. Mas não, aos peixes o que é dos peixes. A principal diferença entre um tubarão e uma sardinha é que os primeiros são peixes cartilagíneos e o segundo é um peixe ósseo. A sardinha possui bexiga-natatória, o tubarão não; que para quem não sabe, é o que permite aos peixes controlar a sua flutuabilidade. Como não a possui utiliza o fígado. Bem, não pretendia explicar porque é que o tubarão é um peixe, mas sim porque não é um mamífero. E, fisicamente, é muito fácil distingui-los e não é preciso saber nada da biologia da espécie para ver estas diferenças. Para distinguir um golfinho dum tubarão basta prestar atenção à barbatana caudal.










No caso dos tubarões, a barbatana caudal está numa posição vertical (como em todos os peixes) e nos golfinhos (baleias, toninhas) está numa posição horizontal. É muito simples!

A resposta de alguém: “Depende do que se entende por maior.” Questão interessante. Será que o maior predador dos oceanos é ou será o maior animal dos oceanos? Nesse caso, seria a baleia-azul (Balaenoptera musculus). Mas este mamífero, apesar do seu tamanho estrondoso apenas se alimenta de krill (plâncton - animais de tamanho muito, muito reduzido). Será que podemos considerar a pobre da baleia que só come camarõezinhos, o maior predador dos oceanos? “Consideremos então o maior animal (mamífero) que tem uma alimentação semelhante ao do tubarão branco.” Obtemos então as orcas (Orcinus orca). As incorrectamente chamadas baleias assassinas. Incorrectamente baleias pois são golfinhos; incorrectamente assassinas porque apenas matam para se alimentarem não por diversão. Embora possa parecer que brincam com a comida antes de a matar (para quem já viu nos documentários as orcas a atirarem focas umas às outras), investigadores acreditam que este é uma forma de treinar as suas capacidades predatórias.

As opiniões divergiam, mas a verdade é que embora várias respostas estejam correctas, apenas uma é certa. O maior predador dos oceanos é o Homem (Homo sapiens). Escrevo Homem com h maiúsculo e não humanidade pois acho incorrecto quando 2/3 da população mundial estão no limiar da pobreza (ou abaixo) culpá-las deste grande mal. A verdade é que o Homem não sabe, e pior, não se importa quando é necessário parar de pescar. Quase todas, eu diria mesmo que 90% das espécies marinhas estão em vias de extinção devido à sobre-exploração dos recursos pesqueiros. As pessoas queixam-se que a cada ano, o tão apreciado natalício bacalhau, está mais caro. Queridos amigos, está mais caro porque está a acabar. Aliás, é urgente que a pesca do bacalhau acabe neste preciso momento para evitar a extinção desta espécie. Já ultrapassámos o ponto de não retorno e se não acabar dentro de muito pouco tempo não haverá bacalhau na mesa do jantar de Natal. E não é só esta espécie que está em risco. Aliás, nunca mais sairia daqui se começasse. Descobri, recentemente que o golfinho do rio Ganges foi declarado extinto a Agosto de 2007. Como é óbvio, fiquei triste. Embora soubesse que está criticamente ameaçado não fazia ideia que já tinha sido declarado extinto e a grande causa da sua extinção foi, não a caça directa por parte do homem, mas por criarem barreiras físicas no rio os golfinhos ficaram separados e deixaram de conseguir encontrar-se para se poderem reproduzir. O resultado é óbvio e já se verificou. Não tenho dúvidas nenhumas que o homem é o maior predador dos oceanos, mas não só. Dos oceanos, dos ambientes dulçaquícolas e dos terrestres.

19 janeiro 2008

Livros para ler antes de morrer


Em todo o lado vemos listas ou livros com títulos como "x livros para ler antes de morrer".... pois bem, decidi fazer a minha própria lista e escolhi como autores todos os laureados com o Prémio Nobel da Literatura.
Neste espaço, pretendo dar a minha opinião sobre cada livro que escolhi. Embora tenha havido autores que já li como José Saramago (O Evangelho segundo Jesus Cristo) e Gabriel García Marquéz (Memória das minhas putas tristes), vou escolher outros livros destes autores para dar a minha opinião.
Vou actualizando conforme vá lendo os livros...

09 janeiro 2008

Pra ti... tu sabes quem és II

Podias-me ter dito que querias sair da minha vida, tal como te pedi mil e uma vezes que o fizesses quando fosse isso que quisesses. Podias-me ter escrito aquela carta que esperei encontrar na minha caixa do correio, todos os dias, durante meses; podias ter escrito um e-mail, essa forma tão impessoal de comunicação; podias ter escrito uma mensagem, como eu tantas vezes te fiz só para saber como estavas. Podias e devias ter mandado um ramo de flores com aquela playlist, que ansiei durante tanto tempo que deixei de o ver passar, com um cartão a dizer “desculpa”. Já te tinha perdoado, há muito tempo. Conheço-te melhor do aquilo que pensas e sei que estavas arrependido, mas não pediste perdão. Eu sabia, há muito tempo que uma das tuas filosofias de vida era o que está longe da vista está longe do coração. Eu sabia que os teus sentimentos por mim não iam permanecer iguais nem semelhantes com a erosão do tempo e o silêncio da distância.

Podias-me ter dito que o teu verbo preferido era o verbo desistir, embora eu já o devesse ter percebido pelas tuas atitudes enquanto ainda estávamos juntos. Mas não, não vi que esse era o teu verbo preferido mas sim que o medo era o teu substantivo. Aquela palavra que para ti é um adjectivo porque é aquela que melhor te caracteriza e está para ti como luz está para o sol. Não sei como se diz desistir na tua língua, nem quero aprender, já demorei tempo suficiente a compreender o verdadeiro significado na minha, e a perceber que às vezes é a única solução.
Aprendi muita coisa, não contigo, mas graças a ti. Aprendi que o amor não escolhe país nem idioma, que não se importa com a idade, credo ou religião. Não se importa com a política e a economia. Aprendi que existem muitos meios de transporte que nos levam para os braços de quem amamos. Procurei-te com a ajuda de aviões e de autocarros, mas não te consegui encontrar. Quando cheguei, já te tinha perdido para qualquer outra coisa que nunca me quiseste dizer o que era. Aprendi a vaguear por uma cidade nova, desconhecida e a sentir-me feliz, aprendi a descobrir-me e a conhecer-me, nos rostos de pessoas que falavam uma língua que eu não entendia. Aprendi a não te pedir que me amasses, e a nunca te pedir nada em troca por todo o amor e tudo de mim que te dei.
Também sei que aprendeste muita coisa comigo, mais do que te permites admitir a ti próprio. Vais perceber um dia, tudo aquilo que aprendeste comigo através dessa caixa de recordações que é o tempo, onde tu estás de um lado e eu estou do outro. Vais-me ver nas pequenas coisas que formam a tua vida, nas pequenas lembranças que te recordas, nas pequenas palavras que te irão levar para um passado, agora próximo mas um dia distante. E vais sorrir, porque sabes que te fiz feliz, mais do que aquilo que querias e vais sentir-te melancólico porque sabes que te dei tudo a troco de nada. Como tu próprio disseste, nunca na vida vais conhecer alguém como eu, que entendia o teu mundo sem precisares de mo explicar ou de me dizer, sequer, uma única palavra. Fechávamos os olhos e éramos os dois transportados simultaneamente para esse mundo onde não querias deixar entrar ninguém e eu descobri a porta através do teu coração.
Não sei quando ou se te voltarei a ver ou a ter notícias tuas, mas sabes que mais? Já não me importo, porque sempre soube que ia ser assim e como garantia guardei-te no meu coração antes de partires. Para que saiba sempre que foste tu que me ensinou tudo aquilo que supracitei. Não gosto apenas de me recordar das coisas, gosto de me recordar das pessoas que me fizeram aprendê-las. Imagino que te vais arrepender de não só ter saído da minha vida mas de ter saído dela sem me teres dito nada…